quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ana Paula Trapé: Liberdade de ser amado

Ana Paula Trapé: Liberdade de ser amado

Liberdade de ser amado

por Ana Paula Trapé, quarta, 29 de junho de 2011 às 11:46

O amor é o sentimento mais sublime nas nossas vidas. Só que ninguém pode afirmar que ama alguém sem que tenha aprendido a amar a si próprio. Amor próprio nos afasta de sofrimentos maiores e dos sentimentos menores.
Conheço mulheres e homens e escuto relatos de completo abandono de si. “Ele não queria me bater, eu provoquei!”“Ele me trai, mas é para me provocar!”, “Sofreu muito em seu relacionamento anterior, por isso não confia.”
Estou usando referências femininas porque as mulheres são mais suscetíveis a esses “vampiros”.
O problema não é trair. O problema é deixar o parceiro tomar conhecimento. Tem gente que inclusive faz questão que o outro saiba. E quando o outro sabe e ainda aceita, recebe, se conforma. “É para me provocar!”. Aí o cara transa com outra, leva ao conhecimento da sua “companheira” e ela aceita que foi para provocar. Sei lá, eu conheço tantas formas mais elegantes de ser provocada!
Eu não estou falando de perdoar uma transa sem significado, mas sim uma conduta desrespeitosa com seus parceiros. Porque sexo com outras pessoas não significa traição no meu conceito. Basicamente, somos animais, com instintos, hormônios e cios. Ou você nunca olhou para alguém e sentiu uma vontade louca de ter aquela pessoa intimamente? Mesmo que não confesse, se nunca teve essa sensação, procure um médico, URGENTE!
E traição também não é só isso. É ser um na frente do companheiro (a) e outro longe das vistas. É tratar mal. É ofender. É jogar na cara o que sabe das intimidades da outra pessoa.
Mas acho que o pior de tudo é a pessoa ainda aceitar conviver, viver, cuidar, dividir a vida com pessoas que vivem seus dias ferindo seus companheiros, física e emocionalmente.
Amor entre dois seres tem que incluir confiança, respeito, amizade, tesão, cumplicidade. Como dormir do lado de quem não confiamos? Ou de quem não respeitamos? Ou, pior ainda, de quem não nos respeita?
Eu também já ouvi pessoas falarem que não conheciam seus parceiros antes, só tendo descoberto falhas durante a convivência. Acredito sim nisso, já aconteceu comigo. Mas porque continuar junto com esse tipo de gente? Insistir? Conheceu? Não gostou? É olhar para frente e recomeçar.
Como uma pessoa pode afirmar, por exemplo, que não consegue viver sem a outra? “Ele (a) me judia, mas não posso viver sem ele (a)!” Se a própria pessoa não se ama como pode dizer que ama outra pessoa? Isso não é amor, nem próprio, até porque, se você não é capaz de SE suportar, como pode querer obrigar o outro a isso?
E a posse? Aquela posse que rege muitos relacionamentos? Não olhe para o MEU HOMEM ou essa é a MINHA MULHER, como se fôssemos um objeto colocado à disposição daqueles que conosco convivem.
Os homens que passaram pela minha vida eram DELES PRÓPRIOS, nem ousaria querer que fossem meus. É pretensão de posse impossível, um ser humano não é um “bem semovente”. A graça que residiu nesses relacionamentos foi justamente esse mistério de serem diferentes, de terem seus próprios pensamentos, seus amigos, seus programas.
Vejo casais que planejam a vida em conjunto, como se fossem um só. Como siameses, sem aceitar conduta diferente do parceiro.
É tão bom ter o que contar de novo ao seu parceiro! É tão bom ter segredos, que na maioria das vezes são segredos inocentes.
Mas não! Tem gente que “agenda” a vida do outro, controla horários, escolhe amigos. Eu me enfado sem meus segredos.
Já escrevi uma vez e sempre digo: meus pensamentos são meus, não pertencem a mais ninguém se eu não quiser dividi-los. E no terreno dos pensamentos tudo é possível, existem traições bem mais consumadas nessa esfera.
Gosto de saber que meu companheiro é livre para pensar, livre para agir. Não ter amarras é uma enorme possibilidade de ser amado verdadeiramente. De amar verdadeiramente. De viver, no mínimo, com a consciência tranquila de não ter um amor implorado, que se sujeita a tudo, que te coloca no chão.
Ninguém é de ninguém, posse é doença, é baixa autoestima, é falta de amor próprio.
Garanta a felicidade em primeiro lugar consigo. Ame-se! Descubra formas de amar os seus próximos, sejam companheiros, filhos, amigos, sem sentimentos de posse e propriedade. Ame a liberdade dos que o cercam. Quando descobrir o amor por si próprio saberá o que é amar outra pessoa, antes disso, infelizmente, não é possível.
A propósito, somos seres eternos, enquanto não aprendermos a nos amar e ao menos respeitar nossos companheiros, sentiremos na pele a angústia do aprendizado dos erros recorrentes.
E ainda lembrar que quando alguém tem que partir, seja da forma que for, que leve, ao menos, boas impressões do amor que você sentia por você e apenas refletia nela.
Liberdade é essencial, para qualquer ser humano. 

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Instantes que podem mudar sua vida

por Ana Paula Trapé, quarta, 22 de junho de 2011 às 04:01
A nossa vida aqui neste plano é tão vulnerável e fugaz.
Uma reação sua pode desencadear tantos resultados que podem mudar sua vida num segundo, em meio segundo, em instantes.

Pode modificar a sua vida e daqueles que ama. Mas devemos sempre procurar ser "do bem". Quando se busca mehorar o que se tem por dentro de nós, ser ético, sem preconceitos, sem mágoas enraizadas, essas energias positivas todas conspíram a nosso favor.

E é por isso que quando o mal chega na sua porta, seja da forma que for, você pode, ou não, ser merecedor de ajudas. Ajudas espirituais, ajudas cosmicas, energias positvas que mandam para nós como resultado de boas ações e sentimentos realmente leais e éticos.

Deixei, recentemente, que sentimentos realmente mesquinhos fizessem parte dos meus dias. Não me sentia bem com esses sentimentos, mas não fiz nada para deixar de alimentá-los.

Confesso, que essa não e uma atitute que tomo de forma habitual.

Como reação a vida me trouxe de retorno algus problemas solucionáveis, daqueles que dão um pequeno trabalho, mas resolvemos.

MAs hoje, após reagir a um assalto, e mesmo pregando a não reação, SEMRE, vi o quantos esse sentimentos não nobres que vinha aimentando meus pensamentos se resolveram. Me trouxeram reações condizentes com o teor dos meus pensamentos.

Podia não estar agora deitada ao lado da minha princesinha linda, que está exigindo ficar pertinho. Podia estar num hospital brigando com a morte.
Não é drama, e realidade pura!

Podia ter perdido meu amigo tão caro, ((de outras vidas, certamente!)), @[1349078472:Cello Nicolau] que foi o anjo que fez o que eu deveria ter feito para impedir os resultados naturais que poderiam ter advindo da minha completa imbecilidade.

Estou limpando hoje qualquer poluição que venha a entrar nos meus pensamentos, eles são meus, ninguém, nada pode ser mais do que a força deles.

Ainda quero ficar muito tempo por aqui, nesse plano, tenho muita coisa para fazer, realizar. Meu tempo vai ser esse. O tempo de limpar sentimentos não nobres e deixar de atrair gente no mesmo teor desses sentimentos.

Precisa muito mais de acalanto o cara que nos roubou. Agradeço que não tenha feito o que queria fazer, para o bem dele mesmo, da sua prória consciência, que um dia vai cobrar. Talvez mais rápido do que ele mesmo imagina.

Então, pela graça concedida por estar podendo escrever essa nota ainda hoje, perdoo de coração quem me quase matou, ou aquele que quase matou meu amigo. Ele queria, mas se conteve. Então que Deus abençoe-o, por ter se contido, por permitir que possamos ter outras noites como essa, que me divertiu bastante.

O algoz, sempre, está numa escala espiritual menos amadurecida, menos esclarecida. Doerá chegar lá. Merece mais orações do que nós.

Sou feliz, durmo em êxtase, amo viver não queria que terminasse agora. Viverei em êxtase, como sempre vivi.

Talvez ser gay, hoje em dia, seja um dos menores problemas que eu tenho!" (Do curta, "NÃO GOSTO DE MENINOS")

por Ana Paula Trapé, terça, 31 de maio de 2011 às 01:39
Assisti agorinha mesmo o curta “Não Gosto de Meninos” que posto acima para quem quiser ouvir um

pouco sobre os sentimentos abordados de forma tão rapidamente instrutiva para
quem não consegue entender o que é sentimento puro, nesses incríveis desabafos.
A definição de um dos entrevistados, quando diz, “não é diferente de ter o cabelo enrolado,
é apenas mais uma característica.”, sob meu ponto de vista, ficou perfeita.
Sendo que somos todos tão diversos na fé, porque a grande maioria dos seres humanos,

(seres pensantes), conseguem olhar de forma diferente para uma pessoa que NÃO
ESCOLHE ser diferente?
Porque a condição que nos faz o que somos não é algo que escolhemos, que somos forçados,

de alguma forma está lá, intrínseco na alma, praticamente uma “característica
genética”.
E quando falo em nos fazer o que somos não quero dizer apenas de nos fazer gostar de

homens ou de mulheres, dos dois, ENFIM, mas sim daquilo que REALMENTE SOMOS, se
amamos o nosso próximo, independente de sua fé, sua sexualidade, ou qualquer
característica, ou apenas aquilo que ele pode nos oferecer em nossa vantagem,
se temos consciência política, se nos preocupamos com a nossa sociedade, ainda
que seja restrita à rua de nossas casas.


Quem realmente somos? Eu já me perguntei muitas vezes isso, quando sinto qualquer
tipo de repulsa por meus semelhantes.


Mas o mais importante é o que estamos fazendo para melhorar o que somos.



Se estivermos fazendo algo, estaremos nos aplicando nisso verdadeiramente? O que faz o seu igual te parecer tão diferente? Porque ele/ela ama diferente? Veste-se ou usa os cabelos de uma cor que você não gosta?



Se pergunte todos os dias, se aquela pessoa da qual você não gosta por ser diferente, (repito, diferente em qualquer sentido, externo, interno), merece realmente sua aversão. Fez algo que te desagrada ao ser o que é? É-te prejudicial?

Comecemos no nosso pequeno mundo, mudando pequenas coisas enraizadas, talvez, por uma
criação repressora, ou racista, desmerecedora de alguma forma.
Tem gente que não se importa se o outro é gay, desde que tenha dinheiro. Que aplaude aquele político desonesto e o recebe em casa mesmo sabendo de suas falcatruas.

O recebe com honras! Mas acha um absurdo a filha da vizinha com aquele monte de piercings e tatuagens, afinal, ela poderia usar o dinheiro do seu salário com  algo mais produtivo. Já ouvi isso, creiam.

Mas, cada um de nós deve olhar para dentro, bem lá dentro de nós e procurar as nossas próprias diferenças e refletir se nossos pensamentos são puros o bastante para que possamos julgar o próximo.
Os meus, CERTAMENTE, não são.
Os seus são?
 Ana Paula Trapé

terça-feira, 7 de junho de 2011

Advogar

Como é difícil advogar!
Para você obter sucesso na advocacia começando sem uma carteira de clientes “herdados” é uma dificuldade sem tamanho.
Primeiro você tem que enfrentar a faculdade por CINCO anos. Depois se submeter àquelas duas fases de uma prova que nada provam realmente sobre os seus conhecimentos.
Aí você abre seu escritório e já começa devendo aluguel, caso não tenha imóvel próprio, (a maioria de nós não tem!). E tem que ter um telefone fixo, um celular, um computador, impressora. Precisa contratar acesso à internet, pois não se advoga mais sem internet.
Precisa estar bem vestido, vendemos imagem. Se um cliente chegar ao seu escritório e você estiver visualmente “derrubada”, o cara vai contratar outro advogado, CERTAMENTE, porque se você não consegue resolver o seu problema também não vai resolver o dele.
Ah, não se esqueçam do bom humor: você ouve problemas o dia todo, tentando resolvê-los da maneira mais rápida e menos onerosa ao seu cliente. Só que tempo, na nossa profissão, é a grande incógnita! Mesmo assim, não perca o bom humor, e NUNCA fale sobre os SEUS problemas. É proibido desabafar!!!! Advogados não têm problemas!
Aí você também precisa se munir de uma bola de cristal, porque você tem que antecipar a decisão que não será você quem proferirá. Clientes já avisam que sabem que o seu processo é “causa ganha”. Lembro-me de um professor repetindo sempre: não existe causa ganha! Mas conseguir explicar isso para quem já acessou o Google e vem pronto para te ensinar o seu serviço é O grande problema.
E quando você tem um mês ruim e não consegue arcar com todas as suas contas? Comigo acontece! Adianta ficarem te ligando para te lembrar que o telefone está atrasado? A Embratel, (falo por experiência própria), no segundo dia de atraso da conta já começa te ligar avisando que você atrasou, como se a gente realmente gostasse de atrasar as contas e receber incontáveis telefonemas.
Ah, se você quiser ser realmente bom, não tenha família, nem amigos, nem pense em namorar, (ou namore outro Advogado). Vida pessoal nem pensar! Porque Advogado que se preza é Advogado 24 horas por dia, sete dias por semana.
Festas? Sugiro ir acompanhado de um Código Civil, um Código de Processo Civil e um Código Penal. Não só em festas, em qualquer evento. Sempre você vai acabar atendendo alguém, então faça direitinho.
Reuniões familiares? Vá munida de toda a paciência possível, porque em qualquer assunto vão te lembrar a sua condição: pergunta para a Doutora, ela sabe!!! O “Doutora” será sempre pejorativo.
Ahhhh, não se esqueça que o tempo que vai te sobrar para estudar, (((é, ainda tem esse saco de estar sempre estudando!))), será, com sorte, aos finais de semana e madrugadas. COM MUITA SORTE! Mas você pode estudar nos longos períodos em que espera pelas audiências marcadas para um horário, mas nunca iniciadas naquele horário, então, nos dias de audiência, te sobrarão no mínimo umas duas horas para isso.
E não se iluda: você sai da faculdade de Direito bacharel, mas se optar pela advocacia, se aposentará psicólogo, relações públicas, assistente social e vidente! Porém, seu salário de aposentadoria será apenas o de Advogado.
Enfim, fico todo dia me perguntando por que ainda é esse um dos cursos de graduação mais procurado pelos formandos.Mas quando lembro a primeira vez que um cliente meu foi solto, resultado de um trabalho que fiz, e ainda me emociono ao lembrar a cena, já não me pergunto mais isso. Estudo mais um pouquinho, DE MADRUGADA, e com um sorriso no rosto, espero o próximo dia!

Ana Paula Trapé